ALEXANDRA NICOLAS FESTEJA CONQUISTA DO TROFÉU GOZAGÃO 2019

27 ANOS DEDICADOS À MÚSICA E O RECONHECIMENTO DO “OSCAR NORDESTINO”
Alexandra Nicolas Messier, ou somente Alexandra Nicolas como assina artisticamente, nasceu em São Luís do Maranhão e foi criada por três mulheres: a mãe, a avó e uma tia. Tem origem aí a força feminina de seu canto, que começou a praticar aos 12 anos de idade, em rodas de samba da família festeira, onde “a menina cantora” era sempre convidada a desfilar seu talento.

A banda de música Hocus Pocus criada no ensino médio para animar festas de amigos, revelou a artista que tem no palco seu segundo lar. Ela Começou a cantar profissionalmente aos 17 anos e nunca mais parou. Aprofundou seus estudos musicais e estudou teatro com a atriz Camila Amado, no Rio de Janeiro, onde também formou-se em Fonoaudiologia.

Incansável pesquisadora de ritmos e raízes da música popular brasileira, traz na bagagem espetáculos aplaudidos como “Balangandãs” (2003) e “Senhora das Candeias” (2009 e 2010). Em 2012 lançou seu disco de estreia, “Festejos” (Acari Records), composto de músicas inéditas da lavra de Paulo César Pinheiro. Em 2018, ao lado do marido e produtor Martin Messier, Alexandra Nicolas produziu com esmero seu segundo CD, “Feita na Pimenta”, todo dedicado aos ritmos nordestinos e que teve patrocínio da Potiguar, via Lei Estadual de Incentivo à Cultura. Os shows de lançamento feitos no eixo Rio – SP – BH agradaram em cheio à critica e ao público das mais respeitadas casas de espetáculos dessas cidade. Por aqui, Feita na Pimenta foi o grande destaque do São João maranhense de 2018; levando o público dos arraiais da cidade ao delírio.

Sucesso de público e de crítica, o disco agora acaba de render um fruto inédito para a cantora: A conquista do Troféu Gozagão 2019, na categoria “Artista Revelação da Música Nordestina”. Ela conquistou o prêmio no Teatro Facisa, em Campina Grande (PB), das mãos de Rilavia Cardoso, uma das idealizadoras do prêmio, que há 11 anos valoriza e destaca aqueles que se dedicam ao fomento da música e da cultura nordestina em geral. Ao se apresentar cantando João do Vale para representar o Maranhão no palco da premiação, a cantora foi ovacionada pelo público de mais de 800 pessoas entre cantores, músicos, cineastas, poetas e escritores envolvidos com a cultura nordestina.

“Ser aplaudida por pessoas a quem respeito e que me inspiram, e que representam a elite da cultura nordestina, foi mais que uma honra. É uma responsabilidade redobrada, e a certeza de que estou no caminho certo. Na estrada da arte feita com amor e com verdade, com missão e com propósito”, revelou a cantora ainda emocionada ao reviver aquela noite em Campina Grande(PB).

Em sua décima primeira edição, o Troféu Gozagão teve entre os homenageados especiais os artistas Raimundo Fagner e Jackson do Pandeiro, esse último que completaria 100 anos em 2019, e que marcou a carreira de Alexandra fortemente:

“ Quando ouvi Jackson do Pandeiro pela primeira na TV vez fui ao delírio, principalmente pela sua habilidade sagaz na divisão de seus canto, pela irreverência e astúcia de cantar a rima, pela malemolência e brejeirice. A arte completa de Jackson do Pandeiro se tornou um desafio e um modelo para mim. Queria saber fazer o que ele fazia com maestria, ele virou meu objeto de estudo. Mergulhei fundo em suas canções, vídeos e biografia. Visitei a cidade onde ele nasceu e a que ele cresceu; achei tão interessante sua história de vida que até fiz um projeto para escolas sobre ele. Quando desenvolvi esse projeto e vi mais de cem crianças cantando a cantiga do sapo em uníssono, tive a certeza de que tinha feito um belíssimo trabalho, Salve Jackson do Pandeiro”, revela a premiada cantora.

Sobre os novos projetos, todos tem um ponto em comum: A missão de valorizar e fomentar a cultura nordestina para o Brasil e o mundo. Verdadeira ativista dessa causa, em 2018 Alexandra foi convidada por Joana Alves, coordenadora nacional do Fórum Nacional de Forró de Raiz – para ser a Representante do Maranhão nesta causa. Desde então, ela trabalha com mais artistas do país, colocando todo o seu foco à causa do Fórum, que está buscando a titulação desse gênero musical como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro.

“Estamos no início da pesquisa e temos até 2020 pra fazer o forró virar patrimônio, temos ainda muito chão pela frente, diversos estados envolvidos e catalogar tudo será um desafio grande”, diz a nossa diva forrozeira.

Outro projeto que a cantora já começa a estudar para desenvolver com a mesma paixão que a move na arte, é um novo CD sobre a obra de João do Vale.
E entre um projeto e outro, Alexandra Nicolas segue sonhando… Em ver o forró mundialmente respeitado e os cantores nordestinos devidamente valorizados. Outro sonho dela é ganhar um Grammy Latino com seu trabalho. Depois de conquistar o maior dos prêmios da música nordestina no Brasil, nada mais certo que sonhar com um Grammy, que afinal, só viria reforçar o que o enorme fã clube da cantora já sabe: Alexandra Nicolas é uma artista de raiz, um furacão de musicalidade e alegria, que quando sobre ao palco é para incendiar plateias, para fazer o povo dançar, chamegar e ser feliz.

Como dizia Ferreira Gullar, “a arte existe porque a vida não basta”. E nós completamos, Alexandra Nicolas existe porque a vida precisa da força e da garra da música nordestina que ela interpreta como ninguém! Quanto orgulho dessa diva forrozeira, que sempre canta com pés descalços e figurinos regionais. Uma voz que levou o Maranhão ao pódio máximo da cultura brasileira.

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