_Entidade criada por cajapioenses que viviam longe da terra natal mantém viva a memória, a cultura e os laços afetivos com o município_
Mais do que uma comemoração institucional, os 30 anos da Sociedade dos Conterrâneos e Amigos de Cajapió (SCAC) foram celebrados como um reencontro de histórias, memórias e afetos. Em um ano especial para o município, que completa 91 anos de emancipação política nesta sexta-feira 19 de junho, a entidade reuniu gerações de cajapioenses para reafirmar um sentimento que atravessa o tempo e a distância: o orgulho de pertencer a Cajapió.
Criada em 2 de junho de 1996 por filhos da terra que, por diferentes circunstâncias da vida, passaram a residir em outras cidades, a SCAC nasceu do desejo de manter vivas as raízes, fortalecer vínculos e preservar a identidade cultural do município. Três décadas depois, a entidade continua cumprindo esse papel, tornando-se referência na valorização da memória e das tradições cajapioenses.
As celebrações ocorreram nos dias 5 e 6 de junho e reuniram autoridades, associados, educadores, lideranças comunitárias e representantes da cultura popular. O primeiro momento aconteceu na Câmara Municipal de Cajapió, durante o painel “30 Anos da SCAC”, que promoveu uma viagem pela trajetória da instituição e pelos desafios enfrentados desde sua fundação.
Ao abrir a programação, a presidente da SCAC, Lúcia das Mercês Diniz Aguiar, destacou que a entidade representa a força de uma comunidade que se recusa a perder suas origens.
“Cada pessoa que ajudou a construir a SCAC deixou um pouco de sua história e do seu amor por Cajapió. Chegar aos 30 anos significa celebrar a resistência da nossa memória, da nossa cultura e dos laços que nos unem, independentemente de onde estejamos”, afirmou.
Durante o encontro, o vice-presidente Joel Prata ressaltou o papel da entidade na aproximação entre conterrâneos e na preservação do sentimento de pertencimento que caracteriza o povo cajapioense. Já a secretária Conceição Mendonça lembrou a importância de manter viva a história local para que as novas gerações conheçam e valorizem suas origens.
A emoção ganhou ainda mais espaço no segundo dia da programação, realizado na Associação dos Moradores de Pedreiras. O evento prestou homenagem a homens e mulheres que ajudaram a construir a identidade cultural e educacional de Cajapió. Mestres da cultura popular, educadores e personalidades que marcaram gerações receberam o reconhecimento da comunidade pelo legado deixado ao município.
Entre os homenageados estava o mestre carnavalesco Beleza, símbolo da cultura popular cajapioense e referência para diversas gerações. O público também acompanhou a apresentação do Tambor de Crioula do Teso Alto, manifestação cultural que emocionou os presentes e reafirmou a riqueza das tradições maranhenses.
Um dos momentos mais marcantes da celebração foi a homenagem surpresa prestada à professora Conceição Mendonça, primeira presidente da SCAC. Sem esconder a emoção, ela recebeu uma placa em reconhecimento à sua contribuição para a criação e fortalecimento da entidade.
“Foi uma surpresa que tocou profundamente meu coração. Quando ajudamos a fundar a SCAC, o nosso sonho era manter Cajapió sempre presente em nossas vidas. Ver a entidade chegar aos 30 anos, forte, respeitada e cumprindo sua missão, é uma alegria impossível de descrever”, declarou Conceição.
Ao celebrar seus 30 anos, a SCAC reafirma seu compromisso de unir gerações, preservar memórias e valorizar as pessoas que, diariamente, constroem e mantêm viva a história de Cajapió. A instituição segue fortalecendo a identidade cultural do município e inspirando novas gerações a escrever os próximos capítulos dessa trajetória.



