Por que sou candidato? Prof. Ridvan Nunes Fernandes

Sou filho acadêmico UFMA, onde cresci academicamente e cheguei ao topo da carreira. Sou professor Titular com vinte e nove anos de efetividade como docente. Parte expressiva deste tempo de atividades – dezessete anos – foram dedicados à gestão acadêmica, compartilhado, de forma alternada, com as atividades de ensino (graduação e pós-graduação), pesquisa e orientações. Trata-se de uma trajetória que, sem falsa modéstia, muito me orgulha e me qualifica para a pretensão.
Como gestor acadêmico, fui Chefe do Departamento de Química, por duas oportunidades, Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Química (mestrado), por duas oportunidades, e atualmente sou Diretor do Centro de Ciências Exatas e Tecnologia.
Além disso, em todo período dedicado à gestão, participei dos grandes debates da Instituição, como membro de todos os Conselhos Superiores. Nestes espaços sempre me posicionei em defesa do caráter público da Universidade e da oferta de um ensino de qualidade.
A motivação para a candidatura nasceu de frequentes apelos de parcela da comunidade acadêmica que comungam de sentimentos semelhantes na avaliação de que o padrão gestor da Universidade exige renovação.
Tal padrão, se caracteriza pela brutal centralização da gestão, que sufoca e isola os ambientes acadêmicos; por métodos ultrapassados de gerenciamentos das tarefas; e pela raiz clientelista herdada do período anterior à redemocratização do país. Trata-se, portanto, de um padrão que não se aplica à uma Universidade multicampi.
Vale registrar que este modo de gerir tem raízes na estrutura de poder, estabelecida por três décadas, que conquistou o status de zona de conforto e, obviamente, refratário às mudanças mais apropriadas as práticas contemporâneas de gestão.
Por outo lado, a conjuntura atual que, equivocadamente, coloca a Universidade Pública sobre ataque, exige posicionamento firme de combate a este propósito, que antecede a qualquer formulação de proposta de gestão.
Superada esta questão apresento como proposta realizar uma gestão participativa, transparente, agregadora de novas inteligências, com ações voltadas prioritariamente para os ambientes de ensino e produção do conhecimento. Que promova a descentralização modernizadora e implemente – num tempo não maior que três anos – uma matriz orçamentária que contemple o conjunto da gestão acadêmica. Que proporcione a verdadeira inserção dos Campi do continente no arranjo gestor da Instituição. Que oferte ensino de qualidade e produção de conhecimento de excelência.
O primeiro passo é garantir a saúde orçamentária das Instituições de Ensino Superior, caso contrário, os reitores destas irão apenas gerir massas falidas.

 

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